segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Aula Expositiva



Quando se fala em aula expositiva logo se pensa em aulas tradicionais onde o professor fala e o aluno ouve sem que ocorra interação entre eles. Contrariando isto a exposição oral, é uma prática desenvolvida pelo docente onde estimula um dialogo entre o professor e o aluno. Está prática é essencial no processo de ensino-aprendizagem, pois estimula a participação dos alunos, bem como a exposição de dúvidas, sendo esta uma ferramenta para o professor diagnosticar, dialogar e conhecer o nível dos alunos.

Anastasiou e Alves (2006, p. 79), defini a aula expositiva dialogada como:
“É uma exposição do conteúdo, com a participação ativa dos estudantes, cujo conhecimento prévio deve ser considerado e pode ser tomado como ponto de partida. O professor leva os estudantes a questionarem, interpretarem e discutirem o objeto de estudo, a partir do reconhecimento e do confronto com a realidade. Deve favorecer análise crítica, resultando na produção de novos conhecimentos. Propõe a superação da passividade e imobilidade intelectual dos estudantes.”

Mesmo conhecendo toda definição de uma aula expositiva, por em prática ainda é um objetivo desafiador para o professor, pois se trata em manter o aluno motivado e entretido ativamente na aula, onde ele deixa de ser ouvinte e passa ser um participantes da discussão.
Esta prática demonstra a importância da ação de cada indivíduo na construção do próprio saber e o papel do educador como mediador entre o conhecimento e o aluno. 

Deve-se levar em consideração os conhecimentos prévios dos educandos, relacionando os conteúdos ao cotidiano delas, problematizá-los e sistematizá-los, com isso tornando a aprendizagem significativa. Essas são algumas das premissas que devem estar presentes em todas as atividades planejadas. Quando esses aspectos são levados em conta, ocorre um distanciamento do modelo tradicional e uma aproximação da aula expositiva dialogada.

 

Pergunta

Como os professores podem romper com um modelo tradicional e fazerem- se sujeitos históricos, compromissados com uma práxis política emancipatória?

A prática pedagógica tradicional consiste em alunos como indivíduos passivos (objetos a serem modelados pelas engrenagens do sistema educacional vigente) que recebem conhecimento de uma autoridade que teoricamente sabe o que é necessário saber.
Não existe muito espaço para o exercício crítico e a reflexão sobre o significado e importância social (e, portanto, política) do conhecimento supostamente adquirido.
Romper com isso significa essencialmente desenvolver um método pedagógico que transforme o aluno de um receptor passivo em um construtor ativo não só do conhecimento propriamente dito, mas também de novos significados e relações sociais e políticas para o conhecimento construído e para o papel do cidadão no processo que o liga de um lado ao conhecimento e do outro a sua condição de sujeito na sociedade.
O educador em questão deve estar preparado para abrir mão de preconceitos teóricos e pedagógicos, de uma posição autoritária e de uma função de maestria no processo de produção do conhecimento, se constituindo então como peça e interlocutor, cujo o principal papel é o de estimular e promover o desenvolvimento, a curiosidade e o senso crítico dos seus alunos.
Para isso, lhe será necessário amplo uso de sua capacidade criativa, manter-se constantemente atualizado, buscar conhecer novas tecnologias, entre outras atividades, pois desta perspectiva não se pode contar com um protocolo rígido para o processo pedagógico.

Uma tal posição oferece ao aluno um ambiente propício para, no próprio ato do jogo de interação social e política no contexto da sala de aula e fora dela, perceber os efeitos de sua ação, e com elas aprender.

domingo, 4 de outubro de 2015

Aula expositiva

Não é a atividade em si que indica se o professor segue uma ideia tradicional de ensino, mas a forma como ele atua em todos os momentos, sendo assim não podemos dizer que a aula expositiva seja apenas a representação de um ensino diretivo e tradicional já que muitos que ainda trabalham com a perspectiva de transmissão do conhecimento não necessariamente usam só a aula expositiva.
Essencial para apresentar um tema, sintetizar informações já trabalhadas ou fechar um conceito, a aula expositiva é o momento em que você tem a palavra e se for bem planejada e realizada, essa estratégia de ensino pode ser o melhor meio de ensinar determinados conteúdos e garantir a aprendizagem da turma.
Levar em consideração os conhecimentos prévios das crianças. Relacionar os conteúdos ao cotidiano delas, problematizá-los e sistematizá-los. Tornar a aprendizagem significativa. Essas são algumas das premissas que devem estar presentes em todas as atividades planejadas, e com a aula expositiva não é diferente. Quando esses aspectos são levados em conta, ocorre um distanciamento do modelo tradicional e uma aproximação da aula expositiva dialogada. "A troca com os estudantes nem sempre é explícita”.
Uma alternativa é a aula expositiva dialogada, que estimula o diálogo entre o professor e os alunos, A exposição oral, por parte do professor, é essencial no processo ensino-aprendizagem, pois é o instrumento que permite estimular a participação dos alunos, dirimir suas dúvidas, questionar, dialogar, diagnosticar, conhecer a realidade dos alunos.
O diálogo é a base dessa estratégia e, por isso, a aula se transforma em uma troca de experiência, partindo do conhecimento prévio do aluno, da sua prática social, elevando a discussão para níveis de reflexão e compreensão que leve o aluno a perceber as relações entre o seu saber inicial e o saber científico apresentado pelo professor, em contraposição ao senso comum. Durante este processo o aluno deve ser estimulado a perguntar, apresentar suas experiências sobre o tema, expor sua compreensão a partir das análises e sínteses realizadas com a ajuda do professor. 
O desafio para o professor é manter o aluno motivado e curioso para participar ativamente da aula, se envolvendo nas discussões, acompanhando e raciocinando junto com o conjunto de atores, ou seja, alunos e professores. Para tanto, o professor pode usar recursos como mapas conceituais, esquemas apresentados em Power-point ou no quadro, à medida que apresenta e analisa o conteúdo, mas deve, especialmente, apresentar os objetivos que se busca com a aula, mostrando o valor, a atualidade e aplicabilidade do conteúdo.

Na área de ciências nem sempre basta o aluno pesquisar, fazer experimentos e questionar. Ele precisa das informações passadas pelo professor. E os professores podem até propor atividades práticas no laboratório de Ciências, por exemplo, e mesmo assim cobrar apenas a memorização dos alunos. Por outro lado, há os que passam uma significativa parte de seu tempo apresentando uma série de informações em frente à classe e estão, sim, interessados na aprendizagem de cada um dos estudantes. Assim em ciências o professor pode usar a aula expositiva a vontade, além da partes experimentais, mais desde que ele saiba como conduzi-las sem deixa-las tediosas ou sem significado algum além de transmissão de conhecimentos.

Aula expositiva

          Durante muito tempo, a aula expositiva foi o único procedimento empregado em sala de aula. Mas nos últimos anos ela perdeu espaço na escola e até passou a ser malvista por muitos educadores, já que se tornou a representação mais clara de um ensino diretivo e tradicional, que tem por base a transmissão do conhecimento do mestre para o aluno. No entanto, se for bem planejada e realizada, as aulas expositivas podem ser o melhor meio de ensinar determinados conteúdos e garantir a aprendizagem da turma.
         Temos vários tipos de aulas expositivas como a Clássica, Dialogada, Colóquio, Seminário, Demonstração e Magistral. Dentre elas, temos que a Dialogada, onde o professor tenta quebrar a postura passiva dos seus alunos por meio da introdução de questionamentos a serem respondidos, dinamizando a atividade em sala de aula, é a mais utilizada atualmente no ensino superior.
        Levar em consideração os conhecimentos prévios dos alunos, relacionar os conteúdos ao cotidiano delas, problematizá-los e sistematizá-los, tornar a aprendizagem significativa são algumas das premissas que devem estar presentes em todas as atividades planejadas, e com a aula expositiva não é diferente. Quando esses aspectos são levados em conta, ocorre um distanciamento do modelo tradicional e uma aproximação da aula expositiva dialogada.
           A aula expositiva pode ser usada em diversos momentos. Ela pode abrir um assunto, ser usada no meio de uma sequência ou no fim dela. Como por exemplo, apresentar informações, relacionar dados sobre um tema, expor um repertório novo, sistematizar conteúdos já trabalhados, retomar conceitos não compreendidos, entre outros.
Ela apresenta diversas vantagens como preparação fácil possibilitando a transmissão de várias informações em curto espaço de tempo; facilita aos estudantes disciplinas que seriam de difícil compreensão apenas com a leitura; oferece para o aluno uma ideia de conteúdo; o docente apresenta visão geral e imparcial do conteúdo, principalmente quando o tema é polêmico; é necessária tanto quando existem muitas como quando existem poucas referências sobre o assunto; parece necessária para os estudantes despreparados intelectualmente, que aprendem melhor ouvindo do que lendo e o aluno pode ser estimulado pelo professor, especialista no assunto.                                                                                     Mas para o sucesso desta aula é necessário que o educador domine o conteúdo, planeje bem, esquematize as ideias a serem apresentadas, escolhas os suportes adequados, antecipe as dúvidas da turma, avalie o que foi aprendido, aprenda com a prática e melhore sua capacidade comunicativa. E para se verificar o resultado da aula, inúmeras estratégias são válidas, como pedir a síntese individual dos aspectos mais importantes discutidos em sala e a comparação desses registros com os dos colegas. Esse material, aliás, pode ser uma valiosa ferramenta de avaliação não só dos alunos, mas também do próprio trabalho docente.

Documentário - Quando sinto que já sei

Propomos mostrar através do documentário "Quando sinto que já sei", a visão de grandes educadores atuais e com isso, levar quem assistiu a uma reflexão sobre o atual momento da educação no Brasil.

"Carteiras enfileiradas, aulas de 50 minutos, provas, sinal de fábrica para indicar o intervalo, grades curriculares, conhecimento dividido em diferentes caixas. As escolas, como são hoje, oferecem os recursos necessários para que uma criança se desenvolva ou a transformam em um robô, com habilidades técnicas, mas sem senso crítico?"

O documentário explora novas maneiras de aprender que estão surgindo e se consolidando no Brasil, baseadas na participação e na autonomia de cada ser humano.

Visualizamos na prática algumas respostas à pergunta destinada a nós pelo outro grupo:
"Como os professores podem romper com um modelo tradicional e fazerem-se sujeitos históricos, compromissados com uma práxis política emancipatória?" e é impossível não remetermos o pensamentos ao livro Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire, publicado há quase 20 anos, pois encontramos nas falas e nas atividades desses professores tantas coisas em comum, não acham? :)


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Plano de Aula

PLANO DE AULA: Grupo 3
Professores: Elayne Christine, Henrique Ken Sawaguchi, Júlio César da Silvia, Igor Salles, Larissa Carvalho e Paola T. Colósimo.

Professora tutora: Rita Stano.

Instituição: Universidade Federal de Itajubá – Campus Itajubá.

Disciplina: Didática.

Tema: Unidade 2 – Ensinar e Aprender.

Assunto: Procedimentos Didáticos.

Carga-horária/ Duração: 15 minutos.

Objetivos: Trabalhar com os alunos a compreensão de alguns procedimentos didáticos e apresentando-os as vantagens e desvantagens de cada procedimento.  

Conteúdo Simplificado:

- Procedimentos didáticos.
- Atividades de Campo.
- Narrativas.
- Ensino por Problemas.

Conteúdo Detalhado:

É provado que uma aula dinâmica produz resultados mais significativos (positivos) do que uma aula formal. Porém, o professor precisa dispor de conhecimentos específicos e de práticas e habilidades pedagógicas, que podem ser obtidas e aperfeiçoadas mediante leituras e cursos específicos, para poder aperfeiçoar e dinamizar sua aula.
As práticas pedagógicas que provém de uma relação entre o professor e aluno são denominadas de procedimentos didáticos. Acredita-se que esses novos procedimentos possam atuar como facilitadores do processo de aprendizagem, pois auxiliam o aluno a compreender os conceitos abordados na sala de aula.
Diante deste cenário, é necessário compreender a importância dos processos didáticos, sejam os tradicionais ou os inovadores, e suas contribuições para a melhoria do ensino.
Com o objetivo de se demonstrar a aplicação da teoria na prática e provar que as estratégias de ação educativa vão além do confronto das teorias pedagógicas, foram escolhidos três procedimentos didáticos: as atividades de campo, as narrativas e o ensino por problemas.

Educação não-formal - Atividades de campo

A educação não-formal é aquela em que se aprende via processos de compartilhamento de experiências, principalmente em espaços e ações coletivas cotidianas carregadas de valores e culturas próprias; o grande educador é o “outro”, aquele com quem interagimos ou nos integramos; os espaços educativos localizam-se em territórios que acompanham as trajetórias de vida dos grupos e indivíduos, ou seja, fora das escolas, em locais informais, locais onde há processos interativos intencionais, guiado à luz das diretrizes de dados grupos. Além disso, a educação não-formal socializa os indivíduos, desenvolve hábitos, atitudes, comportamentos, modos de pensar e de se expressar no uso da linguagem, segundo valores e crenças da comunidade. Sua finalidade é abrir janelas de conhecimento sobre o mundo que circunda os indivíduos e suas relações sociais. Seus objetivos não são dados a priori, eles se constroem no processo interativo, gerando um processo educativo.
São diversas as alternativas ambientais da educação não-formal. Para o ensino das Ciências faz-se uso comumente das atividades de campo, que por definição são aquelas atividades que envolvem o deslocamento dos alunos para um ambiente alheio aos espaços de estudo contidos na escola, substituindo a sala de aula por outro ambiente, natural ou não, onde existam condições para estudar as relações entre os seres vivos ali presentes, incluindo a interação do homem nesse espaço explorando aspectos naturais, sociais, históricos, culturais, entre outros. Pode ocorrer em um jardim, uma praça, um museu, uma indústria, uma área de preservação, um bairro, incluindo desde saídas rápidas ao entorno da escola até viagens que ocupam vários dias.
Este procedimento didático é uma importante estratégia para o ensino de Ciências, pois permite explorar uma grande diversidade de conteúdos, motivam os estudantes, possibilitam o contato direto com o ambiente e a melhor compreensão dos fenômenos.
Para tanto, é imprescindível que as atividades de campo sejam bem preparadas e adequadamente exploradas. Além disto, é importante que os professores trabalhem juntos e explorem as atividades de campo de forma interdisciplinar e multidisciplinar, permitindo superar entraves e torná-las estratégias mais frequentes e melhor utilizadas na prática escolar.
Um exemplo do uso deste procedimento didático é a visita ao acervo biológico, paleontológico e geológico do Museu Nacional do Rio de Janeiro,  ou a visita ao Jardim Botânico, que oferece ricas experiências em meio a mata atlântica nativa e a advinda de reflorestamento, com a observação detalhada da vegetação, das aves e animais.
As atividades de campo tem aprovação dos alunos que atestam que os conteúdos são melhores assimilados, e que o convívio social, tanto com seus colegas quanto com seus professores, torna-os mais estimulados. Os professores também concordam que a educação não-formal é positiva para o processo de aprendizagem e a multidisciplinaridade pode ser facilmente trabalhada.
Apesar disto, ainda se tem uma possível desvantagem ao utilizar esta prática, uma vez que os alunos podem não reconhecer a atividade de campo como local/período de aprendizagem, ter comportamentos marginais que indicariam a dissolução das fronteiras e objetivos estabelecidos no espaço sala de aula.  

Narrativas

As narrativas são tradicionalmente discutidas no âmbito dos estudos literários, onde são distinguidos os seus tipos mais comuns e os elementos que os compõem (o enredo, os personagens, o tempo, o espaço e o narrador). Porém, os interesses pelo seu estudo se estendem por diversas áreas.
As potencialidades deste procedimento estão na capacidade de organização do pensamento e na interpretação. A organização do pensamento ocorre através da linearidade de ideias, da argumentação, da linguagem, e com princípios de paradigmas. A interpretação da narrativa permite a exploração do imaginário sem perder o conceito básico do método científico e as fórmulas do desenvolvimento da interpretação por meios como matemática, física, química, entre outros.
O docente perante tais atividades com narrativas, deve desempenhar um papel de narrador que demonstra dúvida, os pequenos detalhes que farão a diferença na aventura do cientista e também deve instigar os leitores, no caso os alunos, a entender e questionar certas atitudes, desenvolvendo assim um pensamento científico quanto ao problema exposto na narrativa.
O uso deste procedimento didático ocorre, por exemplo, no ensino de física, sob o qual, algumas versões da história de Arquimedes e a coroa do Rei Hierão são utilizadas com o intuito de contextualizar e desempenhar uma construção de imagens sobre a ciência e como ela é feita. Além disto, mostra que o método científico pode ser demonstrado de uma forma diferenciada e fora do processo comum.
Apesar de suas vantagens serem construtivas para o ensino e para a aprendizagem do aluno, a narrativa é uma prática pedagógica que não surte resultado por si só, deve ser acompanhada de outras metodologias para que ocorra uma aprendizagem significativa.

Ensino por problemas

O ensino por problemas, conceituado como método de ensino que utiliza questões e indagações para o processo de ensino-aprendizagem, é difuso no ensino brasileiro em diversos níveis educacionais. Dentre as práticas que se baseiam no ensino por problemas, cita-se 3 principais: A aprendizagem baseada em problemas, do inglês Problem Based Learning (PBL), a Metodologia da problematização (MP) e o Ensino desenvolvimental (ED). Apesar de apresentarem características similares, como a intencionalidade de proporcionar uma atividade e aprendizagem ativa do aluno através de problemas, estes procedimentos didáticos apresentam aspectos específicos que os diferenciam entre si.
A PBL tem como objetivo proporcionar ao aluno métodos que o auxiliem a criar hábitos de estudos, a aprimorar o pensamento pelo método reflexivo, melhorar o desempenho escolar e promover uma autonomia de aprendizagem individual e colaborativa. Porém, se concentra em resolver problemas que sejam relevantes ao exercício profissional do aluno e pode proporcionar falha ao se limitar em uma aprendizagem que se desenvolva somente em volta das necessidades requeridas pela situação problema, o principal papel do professor neste procedimento didático é criar problemas e coordenar sua solução.
A MP, inicialmente ligada ao método do arco de Maguerez, mas depois complementada por outros estudos, se associa a outras teorias como a contextualização, a aprendizagem por descoberta de inspiração piagetiana e interacionista vygotskyana, aprendizagem significativa de David Ausubel, dentre outras. Seu principal objetivo é levar o estudante a tomar consciência de seu mundo e agir intencionalmente para transformá-lo com vistas a uma sociedade melhor, a partir da assimilação e compreensão de conteúdos explorados nos problemas expostos.
Porém, devido a sua concepção eclética pode cair em falhas ao se prender a aprendizagem do aluno somente em questões reais, ou que expressam a realidade, e se tornar enfadonho se o professor não tiver criatividade para explorar o arco de Maguerez, tornando-o neste caso enfadonho e problemático à aprendizagem do aluno.
O ED, totalmente fundamentado na teoria histórico-cultural de Lev. S Vygotsky, objetiva a formação/desenvolvimento de conceitos através da compreensão do contexto histórico/teórico/científico de determinada investigação, que parte de um todo para sua gênese, o que permite observar o objeto de estudo sob vários pontos de vista. O problema, no ensino desenvolvimental, é algo a ser investigado para que se descubra, mais do que a sua solução (uma das diferenças deste método para a PBL e a MP), também sua gênese, a origem do processo, ou do conceito, foco inovador deste procedimento didático.
Um dos principais exemplos do uso do ensino por problemas, principalmente nas vertentes de PBL e MP ocorre nas graduações de áreas biológicas, em especial nas profissões como Medicina, Enfermagem, dentre outras.

REFERÊNCIAS:

FREITAS, R.A.M. de. M. ENSINO POR PROBLEMAS: uma abordagem para o desenvolvimento do aluno. Revista Educação e Pesquisa, São Paulo: (N.I), v.38, n.2. 403 – 418 p. 2012.

RIBEIRO, R.M.L. ; MARTINS, I. O POTENCIAL DAS NARRATIVAS COMO RECURSO PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS: uma análise em livros didáticos de física. Revista Ciência & Educação, (N.I.):(N.I.), v.13, n.3. 293-309 p. 2007

TONIAZZO, N.A. DIDÁTICA: A Teoria e a prática na educação. 2009. p. 62 - 74. Disponível em:<www.famper.com.br/download/pdf/neoremi_06.pdf>

GOHN, M. da G. EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL NA PEDAGOGIA SOCIAL. I CONGRESSO INTERNACIONAL DE PEDAGOGIA SOCIAL, 1., 2006. Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo. Disponível em: http://goo.gl/1mWuGS


VIVEIRO, A.A.; DINIZ, R.E. da. S. ATIVIDADES DE CAMPO NO ENSINO DAS CIÊNCIAS E NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: refletindo sobre as potencialidades

domingo, 13 de setembro de 2015

Atividades de campo no ensino das ciências e na educação ambiental: refletindo sobre as potencialidades desta estratégia na prática escolar

       A diversificação de atividades e de recursos didáticos contribui para motivar os estudantes, possibilitando atender a distintas necessidades e interesses dos alunos. Um pluralismo em nível de estratégias pode garantir maiores oportunidades para a construção do conhecimento edentre as diferentes modalidades que o educador dispõe para o ensino das Ciências podem-se mencionar as aulas expositivas, as discussões, as demonstrações, as aulas práticas (aulas de laboratório) e as atividades de campo.
        Quando se pensa num ensino de qualidade, sobretudo em Ciências, é indispensável um planejamento que articule trabalhos de campo com as atividades desenvolvidas em classe. As atividades de campo permitem a exploração de conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais, e quando nos referimos a ela estamos relacionando a ideia de uma estratégia de ensino onde se substitui a sala de aula por outro ambiente, natural ou não, onde existam condições para estudar as relações entre os seres vivos ali presentes, incluindo a interação do homem nesse espaço, explorando aspectos naturais, sociais, históricos, culturais, entre outros. Pode ocorrer em um jardim, uma praça, um museu, uma indústria, uma área de preservação, um bairro, incluindo desde saídas rápidas ao entorno da escola até viagens que ocupam vários dias.
            Elas permitem o contato direto com o ambiente, possibilitando que o estudante se envolva e interaja em situações reais. Assim, além de estimular a curiosidade e aguçar os sentidos, possibilita confrontar teoria e prática. Além disso, uma atividade de campo permite que o aluno se sinta protagonista de seu ensino, sinta que é um elemento ativo e não um mero receptor de conhecimento.
          Para além de conteúdos específicos, uma atividade de campo permite também estreitar as relações de estima entre o professor e alunos, favorecendo um companheirismo resultante da experiência em comum e da convivência agradável entre os sujeitos envolvidos que perdura na volta ao ambiente escolar.
            Ela também favorece a motivação intrínseca, que é aquela que se refere à escolha de uma determinada atividade por sua própria causa, por essa ser interessante, atraente ou, de alguma forma, geradora de alguma satisfação, e a motivação extrínseca, que objetiva atender às metas e aos objetivos propostos pelo professor mediante a atividade de campo. As duas favorece a aprendizagem significativa dos diferentes conteúdos explorados.         
           As atividades de campo podem ser utilizadas também como importante estratégia em programas de Educação Ambiental, uma vez que o contato com o ambiente permite a sensibilização acerca dos problemas ambientais. Além disso, surgem oportunidades de reflexão sobre valores, imprescindíveis às mudanças comportamentais e, sobretudo, atitudinais. É importante salientar que o ensino interdisciplinar no campo ambiental deve focar o estudo das relações entre processos naturais e sociais, dependendo da capacidade das ciências para articular-se, oferecendo uma visão integradora da realidade.