sábado, 24 de outubro de 2015

Resumo da aula 19/10/2015

Nesta aula abordamos os principais princípios do livro Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire. Uma aluna escreveu no quadro os princípios com a participação dos outros alunos e da professora. Então a sala foi dividida em duplas e cada dupla deveria comentar algum acontecimento vivido no estágio, na universidade ou em outro lugar que representasse algum destes princípios.

Eu comentei um acontecimento vivido no estágio que representava o princípio: O ensino é um processo de construção do conhecimento. Mas segundo a professora, ele também se encaixa no princípio: A construção do conhecimento é um processo de mediação entre sujeito.

 O acontecimento que comentei foi uma aula de matemática do meu estágio de observação no ensino médio. Para introduzir o conceito de função exponencial, o professor entregou para os alunos um folheto qualquer e disse que eles iam dobrar o folheto e relacionar as dobras com o número de retângulos que se obtinha. Depois perguntou para os alunos se a sequência de números de retângulos que se formou dava para colocar em forma de alguma potência de mesma base. Os alunos pensaram um pouco e depois responderam que dava para colocar na forma de potência de base 2. Então o professor junto com os alunos construiu o gráfico, onde o eixo X representava o número de dobras e o eixo Y representava o número de retângulos. Depois do gráfico pronto, ele disse para os alunos que o que eles acabaram de fazer era um função exponencial de base 2.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Aula Expositiva

A aula expositiva é bastante versátil pois pode ser uma ferramenta utilizada para introduzir ou fechar um assunto, no meio dele relacionando informações novas com as já existentes, logo após um experimento científico para compreensão do mesmo, para retomar conceitos não entendidos fazendo uma revisão da matéria, entre outros. O importante é que ela não pode ser o único recurso usado em classe e deve sempre fazer parte de uma sequência de atividades programadas pelo professor. 
Apesar de ser um procedimento que não é bem visto por muitos, já que remete a uma forma única e tradicional de ensinar da nossa história recente, pode ser a melhor estratégia para ensinar determinados conteúdos e garantir a aprendizagem da turma. Para que isso ocorra, é necessária uma dedicação maior ao planejamento dessa aula fazendo atenção para que ela não fique monótona, pois a monotonia inibe a participação efetiva, interação e aprendizagem dos estudantes, e faz com que os objetivos de uma atividade sejam totalmente desvirtuados. 
Sabe-se que a aula expositiva é a forma mais comum entre as estratégias de ensino, pois nem sempre a adoção de técnicas mais elaboradas é possível, por uma série de fatores e ao mesmo tempo ela pode ser utilizada em qualquer lugar: na sala, no laboratório, no campo, nas dependências desportivas e onde, enfim, ela for possível ou necessária. 
A aula expositiva, quando da sua utilização, apresenta diversas vantagens tais como: é relativamente fácil de preparar e transmite informações em um espaço curto de tempo, oferece uma idéia geral do conteúdo ao aluno, facilita aos estudantes disciplinas que seriam de difícil compreensão apenas com a leitura, capaz de atingir um público grande, boa alternativa tanto quando existem muitas como quando existem poucas referências sobre o assunto, o aluno pode ser estimulado pelo professor, especialista no assunto e etc. 
Quanto às desvantagens, a principal é a falta de interação com os alunos por deixa-los passivos, apenas como ouvintes, fazendo assim com que não haja troca de ensinamentos e questionamentos com o professor que não será capaz de perceber habilidades e individualidades dos seus alunos. Dessa forma, considera-se a passividade gerada nos alunos como a maior desvantagem dessa ferramenta. 
Um forma interessante de quebrar a passividade dos alunos perante a aula expositiva e evitar a monotonia, é a transformação da simples exposição do conteúdo em um momento para dialogar com seus alunos através de questionamentos durante a aula, se deslocando pela sala, gerando assim certo movimento na aula e nos olhares dos alunos, e também elaborando um aquecimento antes de introduzir o conteúdo levando-os a participar e assim dinamizar a aula.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Aula Expositiva



Quando se fala em aula expositiva logo se pensa em aulas tradicionais onde o professor fala e o aluno ouve sem que ocorra interação entre eles. Contrariando isto a exposição oral, é uma prática desenvolvida pelo docente onde estimula um dialogo entre o professor e o aluno. Está prática é essencial no processo de ensino-aprendizagem, pois estimula a participação dos alunos, bem como a exposição de dúvidas, sendo esta uma ferramenta para o professor diagnosticar, dialogar e conhecer o nível dos alunos.

Anastasiou e Alves (2006, p. 79), defini a aula expositiva dialogada como:
“É uma exposição do conteúdo, com a participação ativa dos estudantes, cujo conhecimento prévio deve ser considerado e pode ser tomado como ponto de partida. O professor leva os estudantes a questionarem, interpretarem e discutirem o objeto de estudo, a partir do reconhecimento e do confronto com a realidade. Deve favorecer análise crítica, resultando na produção de novos conhecimentos. Propõe a superação da passividade e imobilidade intelectual dos estudantes.”

Mesmo conhecendo toda definição de uma aula expositiva, por em prática ainda é um objetivo desafiador para o professor, pois se trata em manter o aluno motivado e entretido ativamente na aula, onde ele deixa de ser ouvinte e passa ser um participantes da discussão.
Esta prática demonstra a importância da ação de cada indivíduo na construção do próprio saber e o papel do educador como mediador entre o conhecimento e o aluno. 

Deve-se levar em consideração os conhecimentos prévios dos educandos, relacionando os conteúdos ao cotidiano delas, problematizá-los e sistematizá-los, com isso tornando a aprendizagem significativa. Essas são algumas das premissas que devem estar presentes em todas as atividades planejadas. Quando esses aspectos são levados em conta, ocorre um distanciamento do modelo tradicional e uma aproximação da aula expositiva dialogada.

 

Pergunta

Como os professores podem romper com um modelo tradicional e fazerem- se sujeitos históricos, compromissados com uma práxis política emancipatória?

A prática pedagógica tradicional consiste em alunos como indivíduos passivos (objetos a serem modelados pelas engrenagens do sistema educacional vigente) que recebem conhecimento de uma autoridade que teoricamente sabe o que é necessário saber.
Não existe muito espaço para o exercício crítico e a reflexão sobre o significado e importância social (e, portanto, política) do conhecimento supostamente adquirido.
Romper com isso significa essencialmente desenvolver um método pedagógico que transforme o aluno de um receptor passivo em um construtor ativo não só do conhecimento propriamente dito, mas também de novos significados e relações sociais e políticas para o conhecimento construído e para o papel do cidadão no processo que o liga de um lado ao conhecimento e do outro a sua condição de sujeito na sociedade.
O educador em questão deve estar preparado para abrir mão de preconceitos teóricos e pedagógicos, de uma posição autoritária e de uma função de maestria no processo de produção do conhecimento, se constituindo então como peça e interlocutor, cujo o principal papel é o de estimular e promover o desenvolvimento, a curiosidade e o senso crítico dos seus alunos.
Para isso, lhe será necessário amplo uso de sua capacidade criativa, manter-se constantemente atualizado, buscar conhecer novas tecnologias, entre outras atividades, pois desta perspectiva não se pode contar com um protocolo rígido para o processo pedagógico.

Uma tal posição oferece ao aluno um ambiente propício para, no próprio ato do jogo de interação social e política no contexto da sala de aula e fora dela, perceber os efeitos de sua ação, e com elas aprender.

domingo, 4 de outubro de 2015

Aula expositiva

Não é a atividade em si que indica se o professor segue uma ideia tradicional de ensino, mas a forma como ele atua em todos os momentos, sendo assim não podemos dizer que a aula expositiva seja apenas a representação de um ensino diretivo e tradicional já que muitos que ainda trabalham com a perspectiva de transmissão do conhecimento não necessariamente usam só a aula expositiva.
Essencial para apresentar um tema, sintetizar informações já trabalhadas ou fechar um conceito, a aula expositiva é o momento em que você tem a palavra e se for bem planejada e realizada, essa estratégia de ensino pode ser o melhor meio de ensinar determinados conteúdos e garantir a aprendizagem da turma.
Levar em consideração os conhecimentos prévios das crianças. Relacionar os conteúdos ao cotidiano delas, problematizá-los e sistematizá-los. Tornar a aprendizagem significativa. Essas são algumas das premissas que devem estar presentes em todas as atividades planejadas, e com a aula expositiva não é diferente. Quando esses aspectos são levados em conta, ocorre um distanciamento do modelo tradicional e uma aproximação da aula expositiva dialogada. "A troca com os estudantes nem sempre é explícita”.
Uma alternativa é a aula expositiva dialogada, que estimula o diálogo entre o professor e os alunos, A exposição oral, por parte do professor, é essencial no processo ensino-aprendizagem, pois é o instrumento que permite estimular a participação dos alunos, dirimir suas dúvidas, questionar, dialogar, diagnosticar, conhecer a realidade dos alunos.
O diálogo é a base dessa estratégia e, por isso, a aula se transforma em uma troca de experiência, partindo do conhecimento prévio do aluno, da sua prática social, elevando a discussão para níveis de reflexão e compreensão que leve o aluno a perceber as relações entre o seu saber inicial e o saber científico apresentado pelo professor, em contraposição ao senso comum. Durante este processo o aluno deve ser estimulado a perguntar, apresentar suas experiências sobre o tema, expor sua compreensão a partir das análises e sínteses realizadas com a ajuda do professor. 
O desafio para o professor é manter o aluno motivado e curioso para participar ativamente da aula, se envolvendo nas discussões, acompanhando e raciocinando junto com o conjunto de atores, ou seja, alunos e professores. Para tanto, o professor pode usar recursos como mapas conceituais, esquemas apresentados em Power-point ou no quadro, à medida que apresenta e analisa o conteúdo, mas deve, especialmente, apresentar os objetivos que se busca com a aula, mostrando o valor, a atualidade e aplicabilidade do conteúdo.

Na área de ciências nem sempre basta o aluno pesquisar, fazer experimentos e questionar. Ele precisa das informações passadas pelo professor. E os professores podem até propor atividades práticas no laboratório de Ciências, por exemplo, e mesmo assim cobrar apenas a memorização dos alunos. Por outro lado, há os que passam uma significativa parte de seu tempo apresentando uma série de informações em frente à classe e estão, sim, interessados na aprendizagem de cada um dos estudantes. Assim em ciências o professor pode usar a aula expositiva a vontade, além da partes experimentais, mais desde que ele saiba como conduzi-las sem deixa-las tediosas ou sem significado algum além de transmissão de conhecimentos.

Aula expositiva

          Durante muito tempo, a aula expositiva foi o único procedimento empregado em sala de aula. Mas nos últimos anos ela perdeu espaço na escola e até passou a ser malvista por muitos educadores, já que se tornou a representação mais clara de um ensino diretivo e tradicional, que tem por base a transmissão do conhecimento do mestre para o aluno. No entanto, se for bem planejada e realizada, as aulas expositivas podem ser o melhor meio de ensinar determinados conteúdos e garantir a aprendizagem da turma.
         Temos vários tipos de aulas expositivas como a Clássica, Dialogada, Colóquio, Seminário, Demonstração e Magistral. Dentre elas, temos que a Dialogada, onde o professor tenta quebrar a postura passiva dos seus alunos por meio da introdução de questionamentos a serem respondidos, dinamizando a atividade em sala de aula, é a mais utilizada atualmente no ensino superior.
        Levar em consideração os conhecimentos prévios dos alunos, relacionar os conteúdos ao cotidiano delas, problematizá-los e sistematizá-los, tornar a aprendizagem significativa são algumas das premissas que devem estar presentes em todas as atividades planejadas, e com a aula expositiva não é diferente. Quando esses aspectos são levados em conta, ocorre um distanciamento do modelo tradicional e uma aproximação da aula expositiva dialogada.
           A aula expositiva pode ser usada em diversos momentos. Ela pode abrir um assunto, ser usada no meio de uma sequência ou no fim dela. Como por exemplo, apresentar informações, relacionar dados sobre um tema, expor um repertório novo, sistematizar conteúdos já trabalhados, retomar conceitos não compreendidos, entre outros.
Ela apresenta diversas vantagens como preparação fácil possibilitando a transmissão de várias informações em curto espaço de tempo; facilita aos estudantes disciplinas que seriam de difícil compreensão apenas com a leitura; oferece para o aluno uma ideia de conteúdo; o docente apresenta visão geral e imparcial do conteúdo, principalmente quando o tema é polêmico; é necessária tanto quando existem muitas como quando existem poucas referências sobre o assunto; parece necessária para os estudantes despreparados intelectualmente, que aprendem melhor ouvindo do que lendo e o aluno pode ser estimulado pelo professor, especialista no assunto.                                                                                     Mas para o sucesso desta aula é necessário que o educador domine o conteúdo, planeje bem, esquematize as ideias a serem apresentadas, escolhas os suportes adequados, antecipe as dúvidas da turma, avalie o que foi aprendido, aprenda com a prática e melhore sua capacidade comunicativa. E para se verificar o resultado da aula, inúmeras estratégias são válidas, como pedir a síntese individual dos aspectos mais importantes discutidos em sala e a comparação desses registros com os dos colegas. Esse material, aliás, pode ser uma valiosa ferramenta de avaliação não só dos alunos, mas também do próprio trabalho docente.

Documentário - Quando sinto que já sei

Propomos mostrar através do documentário "Quando sinto que já sei", a visão de grandes educadores atuais e com isso, levar quem assistiu a uma reflexão sobre o atual momento da educação no Brasil.

"Carteiras enfileiradas, aulas de 50 minutos, provas, sinal de fábrica para indicar o intervalo, grades curriculares, conhecimento dividido em diferentes caixas. As escolas, como são hoje, oferecem os recursos necessários para que uma criança se desenvolva ou a transformam em um robô, com habilidades técnicas, mas sem senso crítico?"

O documentário explora novas maneiras de aprender que estão surgindo e se consolidando no Brasil, baseadas na participação e na autonomia de cada ser humano.

Visualizamos na prática algumas respostas à pergunta destinada a nós pelo outro grupo:
"Como os professores podem romper com um modelo tradicional e fazerem-se sujeitos históricos, compromissados com uma práxis política emancipatória?" e é impossível não remetermos o pensamentos ao livro Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire, publicado há quase 20 anos, pois encontramos nas falas e nas atividades desses professores tantas coisas em comum, não acham? :)